Trabalhando os graves na Masterização

Graves… região simples e com poucos elementos, porém, pode ser complicada de se trabalhar. Qualquer ajuste errado poderá simplesmente colocar a perder sua Master.

Apenas bumbo e baixo?

Nos extremos graves, teríamos na teoria, apenas o bumbo e baixo, certo? Mas nem sempre será assim, muitas vezes temos “sujeiras” de outras pistas, como o vocal, ou até mesmo os pratos da bateria por exemplo.

Brigas… sim, brigas…

Entenda que bumbo e baixo sempre estarão brigando por espaço, é um fato e não há como mudar isso. Muitas pistas que não foram trabalhadas corretamente no momento da edição e mixagem, podem de pouco em pouco bagunçar a região, e começam a competir com os 2 (bumbo e baixo), que, como dito anteriormente, já não se davam bem. Então imagine varias pistas com vazamentos desnecessários.. o caos estará formado

Então acho que você já entendeu…

Um bom trabalho com os graves, já inicia na edição/mixagem. Cortar os graves de um item que não precisa deles, deve ser um hábito nesses processos. Mesmo que você não ouça os graves, acredite, ele está lá, é sempre bom e recomendado passar um EQ com corte dos extremos graves.

O vocal é um dos itens onde mais sobram extremos graves, seja por um pequeno esbarrão no pedestal, filtro anti-pop não ajustado corretamente, ou por um timbre peculiar do vocalista. E é esse momento que você deve agir, ouça muita bem a trilha, e até mesmo com a ajuda de um analisador de espectro, corte as frequências não desejadas, ou, que batem de frente com bumbo e baixo.

Adote este processo para todas as outras pistas (todas mesmo…). E tome cuidado para não exagerar e cortar mais do que o necessário.

Todas essas dicas você confere no curso Pro Mastering, confira.

Voltando a master…

No Curso de masterização, aprendemos como trabalhar a região de maneira bem simples e objetiva.

Primeiramente, fazemos um corte nos extremos graves, (isso mesmo, mais um corte) algo em torno de 30hz pra baixo dependendo do estilo musical. Geralmente não temos nada interessante nessa região, e ao invés de ajudar, acabamos tendo uma frequência que praticamente não se houve, e muitas vezes nem seus monitores conseguem reproduzir.

Corte no side

Na região dos graves, não devem ter elementos no side, ou seja, os graves devem ser absolutamente mono. Utilize um filtro, ou até mesmo um EQ que trabalhe com MId/Side, e providencie esse ajuste.

Ganho na região.

Se a sua intenção é subir os graves, nunca utilize um EQ em modo “Bell” (Sino), pois trabalhando dessa forma, você estaria subindo itens separadamente dependendo da largura de banda utilizada.

Ajuste seu EQ, para trabalhar em Shelf 6db por oitava, nesse caso você estará subindo as frequências de modo crescente e linear, com isso nada sairá do lugar trabalhando dessa forma.

Comprimir?

Hummmm…. eu particularmente não gosto de comprimir os graves, a maneira que o bumbo e baixo vem da mixagem deixa a região limpa, comprimir só aumenta as chances de embolar a região.

Nada impede que você utilize um plugin especifico para a região, para dar um UP sem comprometer o que já foi criado alí.

About The Author

Leandro Amaral

Engenheiro de Masterização. Resposável pelos portais: Masterizacao.Com | www.ProMastering.com.br