Trabalhando os médios na Masterização

Trabalhando os médios na Masterização

Diferente dos Graves, a região dos médios, é a mais congestionada no espectro. Praticamente todos os itens da música tem ao menos parte do corpo nessa região.

É a região responsável por nos dar a sensação de volume, pois nosso ouvidos são mais sensíveis nessa região, mais especificamente nos médio-agudos.

Primeira dica

Seguindo o princípio dos graves, nos médios você também deve utilizar com prudencia o equalizador. A largura de banda deve ser o mais aberta possível, desde que não atinja os graves e não comprometa os agudos. Fazendo dessa forma, você estará atingindo todos os itens da região, sem exceção.

Compressor

Dependendo da largura de banda que você determinou, o transiente da caixa poderá estar envolvido ou não, dessa forma você já entende que não poderá utilizar um ataque mais rápido, pois com certeza irá comprometer o transiente da caixa e descaracterizará a ideia original da mixagem.

O ideal é utilizar um Ataque lento, para deixar os transientes passarem, e um release um pouco mais rápido, para que o compressor não atue o tempo todo. Lógico, isso não é uma regra, mas sim algo pra se ter muita atenção.

Como dito no inicio do artigo, essa região é bem congestionada, tenha cuidado para não comprimir demais e acabar soando comprimido demais. Lembre-se: “Ataque lento, release rápido”.

Todas essas dicas você confere no curso Pro Mastering, confira.

Mid/Side

Trabalhar em Mid/Side na masterização com certeza deixará seu resultado em um outro nível, será sempre sua carta na manga quando a intenção for impressionar o cliente. Aproveite o espaço que você tem na laterais (Side). Comprima seguindo o inverso do centro (Mid).

Como não temos transientes no side, então utilize um ataque mais rápido, e release mais lento, dessa forma, você deixará a região mais comprimida e constante. Dando mais sensação de volume ao produto final, sem comprometer os transientes do Mid.

Simuladores

Os médios podem se beneficiar de simuladores de fita, a distorção harmônica será sua aliada nesse momento, saiba dosar com cautela, encontre o ponto exato e terá um resultado muito bacana e sonoridade analógica.

 

Simulador de Fita

 

Dica: Teste também trabalhar os efeitos apenas no side. Lá você consegue ir mais além sem prejudicar o conjunto.

Então… mãos a obra.

About The Author

Leandro Amaral

Engenheiro de Masterização. Resposável pelos portais: Masterizacao.Com | www.ProMastering.com.br