Existe sequência de plugins na masterização?

Sim, existe uma sequência de processamento. Esse é um tema abordado no curso de masterização Pro Mastering.

Se não houvesse uma sequência, então poderíamos inserir um equalizador como ultimo plugin e o limiter antes do compressor…

Cada um tem o seu papel

Cada plugin tem o seu papel, e cada papel deve respeitar a sua função dentro do processo de masterização.
Os plugins básicos da masterização são, nesta ordem:

  • Equalizador
  • Compressor
  • Limiter

Analisando a sequência.

Nessa sequência, temos o EQ, que pode ser corretivo ou criativo, nesse processo, podemos criar picos desnecessários, e que serão ajustados com o compressor que virá na sequencia. E por ultimo, viria o limiter para um ganho geral na faixa.

Se trocarmos a ordem, e deixar por exemplo o compressor antes do EQ. Teriamos uma compressão para reduzir a dinamica da faixa, mas que poderiam ser recriados na sequencia com o equalizador. E esses novos picos, ficariam a cargo do limiter. Como sabemos, o limiter é muito “bruto” nesse trabalho, então com certeza teríamos distorções, já que o limiter é bem menos tolerante quando o assunto é dinamica.

Esse simples problema pode ser evitado, seguindo a sequencia apresentada inicialmente: “EQ > Comp > Limiter“.

 

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Plugins de apoio

Uma boa mixagem pode ser masterizada apenas com os 3 itens citados anteriormente. Porém, nem sempre receberemos um material 100% finalizado, quando se trata de mixagem. E aí entram os plugins de apoio, para complementar o processamento da masterização. São eles:

  • Ganho Mid/Side
  • Equalizador
  • Simuladores (Fita/Valvula)
  • Compressor
  • Equalizador 2
  • Reverb
  • Limiter

Mid / Side

Sem dúvida, é a carta na maga de qualquer masterização. Algumas faixas tem uma melhora absurdamente significativa apenas com o ganho no side. Então verifique a possibilidade de trabalhar as regiões separadamente. Porém tenha cautela para realizar essa modificação e acabar descaracterizando o trabalho original.

Simuladores (Fita/Válvula)

Nos dias de hoje, é muito comum as bandas e pequenos produtores (Home Estúdios), realizarem seu próprios trabalhos, e é nesse momento que o analógico faz falta, não quero entrar aqui numa discussão boba sobre o tema (Analógico V.S. Digital). Mas uma boa dose se simulação, pode ajudar na sonoridade do conjunto, e deixar o som digital pra trás.

Opa… um EQ depois do compressor?

Toda regra tem sua exceção certo? Quanto mais plugins utilizamos na masterização, maior será a descaracterização em relação ao material original, e pequenos ajustes “podem” ser realizados após os processos anteriores. Mas sem exageros, pois acabaríamos criando novos picos, e não é essa a intenção.

Reverb na masterização?

Sim, um plugin de reverb bem sutil depois de todos os processos (mas antes do limiter), pode ajudar ao conjunto soar mais próximos, a famosa “cola da mixagem“. Porém, deve ser algo bem sutil, com menos de 10% de mistura ao som original. Mas, se for Voz e Violão, esse processo deve ser ainda mais sutil, algo em torno de 5% a 8% somados ao som original.

Utilize outras ferramentas

Esses são apenas bons exemplos de como trabalhar a sequencia dos plugins. Considere como padrão o primeiro exemplo (EQ > Comp > Limiter) e entenda que esse pequeno conjunto de 3 plugins, será suficiente para a maioria das faixas que você irá masterizar. No restante, utilize sua criatividade, e aprenda principalmente a sentir a necessidade de cada faixa.

About The Author

Leandro Amaral

Engenheiro de Masterização. Resposável pelos portais: Masterizacao.Com | www.ProMastering.com.br