Volume final / padrão na masterização

Volume final/padrão na masterização

Já ouviu falar em RMS? pois é nele que você tem que se concentrar na hora de decidir o volume final na hora de masterizar. Ao contrario do que parece, sua musica não precisa necessariamente chegar perto de 0dBFS, o que nosso ouvido leva sempre em consideração, é o volume médio, o RMS. Os picos, não são sinônimo de som alto. Alguns tem uma duração tão baixa, que não chegam a ser audíveis, e por consequência não entendemos como volume alto, apesar dos medidores indicarem até Clipping.

 

Medidores

Utilizamos medidores que tenham a opção RMS juntamente com Peak (picos) que estamos acostumados a ver em qualquer soft de áudio, assim poderemos ver a dinâmica da musica, que nada mais é do que a diferença em db entre o RMS e o pico mais alto. Os medidores RMS são mais lentos, justamente para mostrar a média a cada momento. Se estamos em um momento baixo/fraco da música e em segundos passamos a um ponto mais alto/forte, o medidor vai subindo aos poucos até chegar na média daquela passagem.

 

Volume final/padrão na masterização-bx_metter

Brainworx bx_meter – Utilizado aqui no estúdio

Confira o artigo sobre margem dinâmica:
Descubra a margem dinâmica da sua música

CD

Quando vamos masterizar um CD com 10 faixas por exemplo, temos que ter uma delas como referencia, de preferência a faixa principal do disco, definindo assim o volume de todas as outras, para que o todo o CD “soe da mesma forma“, ou, com RMS bem parecido entre as faixas.

 

VU Meter

Esqueça o termo: “Volume Padrão
Outro ponto para se ter atenção é de que não existe volume padrão, cada estilo musical “pede” um RMS diferente, até mesmo a banda juntamente com o produtor musical e o engenheiro de masterização podem propor algo totalmente diferente do atual, dentro de um estilo.
Um CD de Rock pesado tende a um RMS mais elevado se comparado a uma música Clássica, que por consequência, tem muito mais dinâmica (diferença entre pontos altos e baixos na música), já no rock, o som segue quase sempre constante, sem muita variação. O que quase sempre causam perdas, como por exemplo nos transientes, a caixa fica sem presença, bumbo sem impacto, etc…

 

Resumindo…

A principal preocupação é realizar um bom trabalho, em todos os sentidos, o RMS é decidido pelo estilo de musica, e mesmo assim, dentro de cada estilo também não há padrão. No fim, quem decide em que volume a música irá tocar, é o ouvinte. Se você tomar a frente do ouvinte, e decidir o volume mais alto possível, sinto muito, você acaba de entrar na “Guerra de Volumes”

Ps.: Agora só falta convencer seu cliente disso!

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About The Author

Leandro Amaral

Engenheiro de Masterização. Resposável pelos portais: Masterizacao.Com | www.ProMastering.com.br